A Igreja manda em alguma coisa?


 

Autor: Pr. João Marcos Baêta Nogueira de Souza. Pastor presbiteriano, bacharel em Teologia e Mestrando em Mestrado em Divindade no Instituto Presbiterano Andrew Jumper. 

Vamos falar sobre GOVERNO E AUTORIDADE DA IGREJA.


A igreja não pode existir sem governo. Jesus nunca imaginou uma igreja separada de toda a sua autoridade, responsabilidade e estrutura. Embora toda autoridade final se baseie em Deus, ele designa Cristo como Mediador e se apraz em conceder aos seres humanos e suas instituições um exercício de soberania para o benefício do corpo. A Igreja sobre a terra é tanto passivamente uma comunidade reunida, ou um organismo, quanto ativamente a mãe dos crentes, uma instituição. Uma não deve ser colocada contra a outra. Ambas são obras de Cristo. Na igreja, não somos governados pelo clamor de Caim: “Acaso sou eu tutor de meu irmão?” Somos todos membros uns dos outros; sofremos e nos alegramos uns com os outros; temos a habilidade e o chamado também de ensinar, admoestar, confortar e edificar uns aos outros (Rm 15.14; Cl 3.16; 1Ts 5.11).

Jesus governa sua igreja por meio do dom e do poder do governo. Isso também é responsabilidade de todos os crentes, mas é especialmente confiado ao presbítero. Esse governo é espiritual e caracterizado por serviço amoroso. O poder e a dominação terrenos estão excluídos.

A dificuldade dessa mensagem reside ao redor da questão da definição errada de amor: A) um amor que se opõe a noção de autoridade da Igreja – pessoas a cada dia mais não querem se submeter a autoridades eclesiásticas. Mas, fica a questão: quem tem autoridade do céu aqui na terra?; B) Um amor que prefere o gosto pessoal - os crentes se tornam mais preocupados em encontrar pessoas que compartilhem de suas experiências de vida do que em encontrar pessoas mais velhas com quem pdem aprender e pessoas mais jovens a quem podem discipular. Esse amor provoca dois mandamentos: “Saiba que Deus o ama pelo fato de não obrigá-lo a fazer coisa alguma (principalmente se você não quiser realmente fazê-lo)” e, em seguida, “Saiba que o seu próximo o ama melhor quando permite que você se expresse de forma completa e sem julgamentos”.

O governo da Igreja está baseado em alguns pressupostos:

  1. Cristo é o cabeça da Igreja e a fonte de toda a sua autoridade: Tanto no sentido orgânico e vital (Jo 15.1-8, Ef 1.10) e no sentido dele ser o Rei e que tem autoridade sobre ela (Mt 16.18-20, Mt 10.1-8). Jesus estabeleceu a Igreja, fez provisões para suas ordenanças, instituiu seus ofícios e revestiu seus ofícios com autoridade.

  2. Cristo exerce sua autoridade por meio da Palavra: Todos somos obrigados a obedecer a Palavra do Rei. O que nos governa é o controle da Palavra.

  3. Cristo como Rei dotou sua Igreja de poder (Atos 20.28 e 1 Tm 5.17): Através dos oficiais da Igreja, que Deus deu poder para os membros da comunidade escolher, o Senhor delega a missão dele de levar a efeito a obra que ele lhes confiou.

O TRABALHO DA IGREJA

  1. Por isso, a Igreja tem a missão de pregar a verdade – 1 Tm 1.3: Há uma grande distinção entre a proclamação pública da Palavra e sua aplicação pessoal e individual, entre o pastoreio do rebanho em geral e o cuidado de cada ovelha em particular.

  2. A missão de governar sobre os cristãos de um modo regulador (regulamentar a lei e a ordem das coisas de Deus na casa de Deus) – 1 Co 14.40 e 1 Pe 5.2;

  3. A missão do ministério de misericórdia (diaconal) – Marcos 14.7, Atos 11.29

  4. A missão de exercer o poder disciplinar - 1 Tm 5.20

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